Por: Maria Luisa Vieira Xavier
Levando em
consideração a importância da autenticidade do material inédito, caminho
tentando costurar os direitos autorais, cujo design Instrucional está
intimamente envolvido, por questões de linguagem, estética e recursos
midiáticos, entre outros posicionamentos envolventes, aos quais exercita a
preocupação da interação, daquele que ao qual se pretende levar o aprendizado
como processo.
Paulo Freire em seu
livro Pedagogia do Oprimido relata que: “conhecer não é um ato isolado,
individual. Conhecer envolve comunicação, intersubjetividade. É por meio desta
intercomunicação mediada pelos objetos a serem conhecidos que os homens
mutuamente se educam, intermediados pelo mundo real.” Hoje o computador, o
acesso a internet nos permite transformar e dialogar com a construção do
sujeito, que busca em sua autonomia em uma construção sólida, e a pergunta que
faço é: como o Design pode auxiliar nesse processo e, ao mesmo tempo,
esclarecer sobre a produção de material utilizando os recursos largamente
oferecidos de forma livre, de domínio público, trabalhando a estética do
conteúdo de forma a ofertar algo atraente, belo aos olhos e ao cérebro. Digo
isso, porque a plasticidade do nosso raciocínio capta o que é prazeroso com
muito mais facilidade, que o conteúdo que não alcança uma linguagem preocupada
com quem lê, é rebuscado.
Assim, para
proteger o autor e seu material, neste processo de criação, bem como do produto
final, temos as Leis 9.279/1996 que trata da Propriedade Industrial (material/
tecnológica/ equipamentos e invenções – Patentes) e a Lei 9.610/1998 que
insurge das convenções aos qual o Brasil é signatário e visa proteger o autor e
sua criação.
Neste contexto o
Design Instrucional tem como principal característica a criação estética e de
novos modelos de linguagem textuais, bem como o trabalho em paralelo de
pesquisa, (pois com a velocidade das informações, nada impede que as ideias
tenham afinidades com outros), tomando certos cuidados como: fazer referência a
materiais usados, ou utilizar material de pleno domínio público; ou ainda,
solicitar por escrito as autorizações de direitos cedidos. (Direito de
Copirghty , Direitos Conexos, ...).
Fator que vale a
pena ser ressaltado, onde o trabalho de equipe deve ter olhares atentos. No
artigo 1,228 do Código Cívil (Obrigações e Contratos), o proprietário tem a
faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la de quem
quer que injustamente a possua ou a detenha. Isso significa que tudo que
produzirmos, seja material ou intelectual (Direito do Criador) estaremos
protegidos.
Nessa reflexão, o
design instrucional abre possibilidades para a produção de material, solução de
formas, conceitos, implementação de recursos gráficos, pretendendo favorecer o
público alvo com o melhor, da possibilidade á acessibilidade, onde pode ser
trabalhado todos os elementos que envolve esse aluno, na intenção, não de dar
respostas mas de produzir um espaço, onde dispor as tecnologias escolhidas
significa permitir que ele busque fatores associativos a fim de promover o seu processo
de aprendizado. O processo de formação alicerce a fundamentação do pensamento
crítico e produtivo, consciente, em que ação intencional poderá ajudar o aluno na
resolução de problemas que confere a realidade.
É importante, na
produção de material estimular os autores a fazerem uma auto-avaliação do
material didático produzido, nas suas diferentes etapas de elaboração,
sugerimos algumas questões para problematização:
Os conteúdos estão
dando suporte ao desenvolvimento das competências identificadas?
A linguagem está
clara, compreensível, propiciando entendimentos e reflexões?
As estratégias
pedagógicas propostas (atividades, questões para reflexão, uso de imagens,
casos etc.) possibilitam que o aluno realize uma atividade consciente,
reflexiva e crítica?
O material permite
partir do contexto do aluno, de suas experiências e vivências para que, a partir
delas, ele possa construir o seu próprio conhecimento?
As atividades de
avaliação estão contemplando todo o percurso do processo educativo (coerente
com os objetivos)?
Os desafios são
muitos, o futuro não se escreve sozinho, para o design instrucional trabalhar
bem, faz-se necessário uma equipe que tenha realmente um coração, que traga uma
competitividade saudável e estratégias cuja compreensão do “corpo, valorize a existência
com seus membros”, e para garantir o desempenho temos que ter consciência deste
diálogo aberto abastecendo o conhecimento compartilhado. Até porque, a
velocidade da informação propõe uma atualização que só a criatividade pode
estimular as respostas, e a ausência de comprometimento, afeta todo o corpo
como um vírus.


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