Quem sou eu

Minha foto
Minas Gerais, Brazil
Graduação em Pedagogia pela FAVALE/FAFILE Associada a UEMG; Especialista em Designer Instrucional para EAD pelo IBDIN ♥ Em Curso: 1 - Gestão de Processos Educativos em Inspeção Escolar e Supervisão Escolar pela FAVALE/FAFILE - UEMG ♥ 2 - PIGEAD Planejamento Implementação e Gestão em Educação a Distância pela UFF - Universidade Federal Fluminense ♥ Especialização em Design Instrucional para EAD Virtual pela Universidade Federal de Itajubá - UNIFEI ♥ ♥ \o/ ♪ ♫ ♥ \o/ Trabalhei na Produção Técnica na Editoração de Cadernos para EAD, Criação de Iconografia, e Assistencia a Docentes e Discentes na Plataforma MOODLE. (FAFILE) ♥ \0/ ♥ Atualmente assessora de Unidade Educacional em MG

quinta-feira, 5 de julho de 2012



Este vídeo demonstra a versatilidade de um projeto que conquista pela articulação/organização dos alunos de uma Escola Municipal de Vargem Grande no Rio de Janeiro, que prove a sustentabilidade pela reciclagem e une as tecnologias para seu registro. Além da ideia fica a inspiração para imitarmos a arte. Claro, pela excelência e pela competência de seus autores.
Parabéns!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Analise reflexiva

Analise reflexiva ao Design Instrucional e Direitos Autorais e a Linguagem

Por: Maria Luisa Vieira Xavier


Levando em consideração a importância da autenticidade do material inédito, caminho tentando costurar os direitos autorais, cujo design Instrucional está intimamente envolvido, por questões de linguagem, estética e recursos midiáticos, entre outros posicionamentos envolventes, aos quais exercita a preocupação da interação, daquele que ao qual se pretende levar o aprendizado como processo.

Paulo Freire em seu livro Pedagogia do Oprimido relata que: “conhecer não é um ato isolado, individual. Conhecer envolve comunicação, intersubjetividade. É por meio desta intercomunicação mediada pelos objetos a serem conhecidos que os homens mutuamente se educam, intermediados pelo mundo real.” Hoje o computador, o acesso a internet nos permite transformar e dialogar com a construção do sujeito, que busca em sua autonomia em uma construção sólida, e a pergunta que faço é: como o Design pode auxiliar nesse processo e, ao mesmo tempo, esclarecer sobre a produção de material utilizando os recursos largamente oferecidos de forma livre, de domínio público, trabalhando a estética do conteúdo de forma a ofertar algo atraente, belo aos olhos e ao cérebro. Digo isso, porque a plasticidade do nosso raciocínio capta o que é prazeroso com muito mais facilidade, que o conteúdo que não alcança uma linguagem preocupada com quem lê, é rebuscado.
Assim, para proteger o autor e seu material, neste processo de criação, bem como do produto final, temos as Leis 9.279/1996 que trata da Propriedade Industrial (material/ tecnológica/ equipamentos e invenções – Patentes) e a Lei 9.610/1998 que insurge das convenções aos qual o Brasil é signatário e visa proteger o autor e sua criação.

Neste contexto o Design Instrucional tem como principal característica a criação estética e de novos modelos de linguagem textuais, bem como o trabalho em paralelo de pesquisa, (pois com a velocidade das informações, nada impede que as ideias tenham afinidades com outros), tomando certos cuidados como: fazer referência a materiais usados, ou utilizar material de pleno domínio público; ou ainda, solicitar por escrito as autorizações de direitos cedidos. (Direito de Copirghty , Direitos Conexos, ...).
Fator que vale a pena ser ressaltado, onde o trabalho de equipe deve ter olhares atentos. No artigo 1,228 do Código Cívil (Obrigações e Contratos), o proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la de quem quer que injustamente a possua ou a detenha. Isso significa que tudo que produzirmos, seja material ou intelectual (Direito do Criador) estaremos protegidos.

Nessa reflexão, o design instrucional abre possibilidades para a produção de material, solução de formas, conceitos, implementação de recursos gráficos, pretendendo favorecer o público alvo com o melhor, da possibilidade á acessibilidade, onde pode ser trabalhado todos os elementos que envolve esse aluno, na intenção, não de dar respostas mas de produzir um espaço, onde dispor as tecnologias escolhidas significa permitir que ele busque fatores associativos a fim de promover o seu processo de aprendizado. O processo de formação alicerce a fundamentação do pensamento crítico e produtivo, consciente, em que ação intencional poderá ajudar o aluno na resolução de problemas que confere a realidade.

É importante, na produção de material estimular os autores a fazerem uma auto-avaliação do material didático produzido, nas suas diferentes etapas de elaboração, sugerimos algumas questões para problematização:

Os conteúdos estão dando suporte ao desenvolvimento das competências identificadas?

A linguagem está clara, compreensível, propiciando entendimentos e reflexões?

As estratégias pedagógicas propostas (atividades, questões para reflexão, uso de imagens, casos etc.) possibilitam que o aluno realize uma atividade consciente, reflexiva e crítica?

O material permite partir do contexto do aluno, de suas experiências e vivências para que, a partir delas, ele possa construir o seu próprio conhecimento?
As atividades de avaliação estão contemplando todo o percurso do processo educativo (coerente com os objetivos)?

Os desafios são muitos, o futuro não se escreve sozinho, para o design instrucional trabalhar bem, faz-se necessário uma equipe que tenha realmente um coração, que traga uma competitividade saudável e estratégias cuja compreensão do “corpo, valorize a existência com seus membros”, e para garantir o desempenho temos que ter consciência deste diálogo aberto abastecendo o conhecimento compartilhado. Até porque, a velocidade da informação propõe uma atualização que só a criatividade pode estimular as respostas, e a ausência de comprometimento, afeta todo o corpo como um vírus.